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TRIBUTOS FEDERAIS

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Importar ainda vale a pena? Tributação, margem e o que muda com a Reforma Tributária

Willian Pereira Ferreira

Willian Pereira Ferreira

Bronze DIVISÃO 5 , Administrador(a) Empresas
há 4 horas Quarta-Feira | 26 agosto 2026 | 21:48

Antes deuma mercadoria chegar ao estoque de uma empresa brasileira, existe uma conta
que envolve câmbio, frete internacional, seguro, armazenagem, despesas
aduaneiras, capital empregado e tributos.
E a cargatributária brasileira é relevante. Segundo estimativa do Tesouro Nacional, a
carga tributária bruta atingiu 32,40% do PIB em 2025. Ainda assim, o Brasil
importou US$ 280,2 bilhões em mercadorias no mesmo ano.
Entãosurge uma pergunta: se importar envolve custos, riscos e tributação relevante,
por que tantas empresas continuam importando?
Porque adecisão empresarial não pode ser tomada olhando apenas para o imposto.
O preçoFOB de uma mercadoria diz pouco isoladamente. O empresário precisa conhecer o
custo posto do produto no Brasil, considerando frete, câmbio, tributos,
despesas aduaneiras, armazenagem, logística e custo financeiro.
Alémdisso, importar diretamente pode permitir desenvolvimento de produtos, acesso à
fábrica, exclusividade, marca própria, diferenciação e construção de margem.
Por isso,a pergunta não deveria ser apenas “quanto imposto vou pagar para importar?”,
mas sim: depois de todos os tributos e custos, qual será meu custo posto, quais
créditos poderão ser apropriados e qual resultado econômico essa operação
poderá gerar?
O quemuda com a reforma? 
A ReformaTributária acrescentou uma nova variável a essa análise.
O novosistema criou CBS e IBS, além do Imposto Seletivo para determinadas hipóteses.
Durante a transição, CBS e IBS substituirão gradualmente tributos que fazem
parte da realidade atual das empresas.
E aimportação está inserida nessa mudança. A Receita Federal já trabalha na
adaptação da Duimp para o cálculo dos novos tributos nas operações de
importação.
Issosignifica que quem importa precisa começar a olhar para duas contas: a operação
de hoje e como essa mesma operação poderá se comportar no novo ambiente
tributário.
A Reformatornará importar mais barato ou mais caro?
Nãoexiste uma resposta única.
Produto,classificação fiscal, cadeia de comercialização, destino, regime tributário,
possibilidade de aproveitamento de créditos e eventual incidência do Imposto
Seletivo podem alterar significativamente o resultado.
Por isso,imposto e custo não devem ser tratados automaticamente como a mesma coisa. É
necessário compreender também os créditos tributários e seus efeitos sobre
caixa, formação de preço e margem.
Para quemjá importa ou estuda começar, fica a reflexão: sua análise considera apenas
quanto se paga de tributos ou também o impacto dos créditos, do capital
empregado e da margem final da operação?
Esse é umcálculo que merece ser revisitado com a Reforma Tributária.
Fontes
ReceitaFederal do Brasil, Reforma Tributária do Consumo e legislação: Legislação da Reforma Tributária doConsumo
ReceitaFederal do Brasil, visão geral e cronograma da Reforma: Entenda a Reforma Tributária doConsumo
Secretariado Tesouro Nacional, carga tributária de 2025: Carga Tributária Bruta do GovernoGeral em 2025
MDIC,dados consolidados da balança comercial: Balança Comercial Brasileira, dadosconsolidados
Receita Federal, adequações da Duimp à ReformaTributária: Reforma Tributária do Consumo na Duimp

Willian Ferreira
Fundador | W Business Group
Importação • Inteligência Tributária • Sustentabilidade
“Tudo o que fizerem, façam de todo o coração.”

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